terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"... às próprias coisas nunca chegamos" Heidegger M. "Que é uma coisa" Edições 70 Lisboa




Tenho estado a estudar Heidegger e merece a pena, pelas implicações sociais e morais que algumas frases deste autor têm, partilhar um pouco este pensamento.
Trocamos uns com os outros imagens subjectivas da realidade ou das coisas. "Qual é o sol efectivo? Que coisa é a verdadeira - o sol do pastor ou o sol do astrofísico?"pag.24

Se me consciencializar de que ao meu lado existe uma subjectividade parecida com a minha e com igual direito, como não hei-de conversar com ela para harmonizar as nossas subjectividades? Como hei-de continuar a julgar que o sol que eu vejo tem mais probabilidades de ser o verdadeiro sol e que o sol do "outro" é apenas a sua visão deturpada e míope do mundo?

2 comentários:

Luiz Henrique Eiterer disse...

O é que uma coisa? Esta pergunta me instigou a pesquisar. Penso que a coisa é algo bem diferente do objeto. Embora, coisa e objeto estão sempre ligados ao sujeito, uma coisa parece ser mais que um objeto. Naturalmente aparece a questão da relação entre uma coisa e a verdade. Na verdade, a questão do que é melhor, as minhas coisas ou as coisas do outro. E, acho que tem razão, esta última questão é irrelevante e responsável pela visão deturpada e míope que nutrimos do mundo. O que precisamos saber é quais são as nossas coisas e quais as coisas dos outros. Assim aprendemos sobre quem de fato nós somos e quem é o outro. Por isso a relevância da pergunta: o que é uma coisa?
Agradeço pela mensagem.
Luiz

Mile disse...

Ola Luis Eiterer

Heidegger tem um livro inteirinho escrito para responder à sua pergunta "O que é uma coisa?"
Tudo o que eu lhe dissesse seria infalívelmente "uma pobre coisa minha" por isso, o melhor é ler algumas páginas dele.
Obrigada pelo comentário
Pastora