Mostrar mensagens com a etiqueta Súbitamente Sénior. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Súbitamente Sénior. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Os seniores e a universidade




Paralelamente ao ensino ministrado nas Universidades Seniores e quiçá até estimulados pelo seu exemplo ou pela sua prática, alguns seniores, possuidores de uma licenciatura universitária ou de habilitações necessárias para o ingresso numa Universidade, querem voltar a estudar nas Universidades do Estado.
A Constituição Portuguesa assegura no seu Art.º 130 que, pelo direito da igualdade, todos os cidadãos são iguais perante a lei. Aos seniores assiste o direito ao desenvolvimento da personalidade, da capacidade civil e da cidadania que, a vida ocupada que tiveram, não lhes deu oportunidade de adquirir, na medida do seu desejo.
Qualquer país tem tanto mais possibilidades de se desenvolver quanto mais cidadãos ativos e informados possuir. Consequentemente, este desejo de alguns seniores, não pode ser encarado como um luxo pessoal que pouco proveito dará ao país, mesmo raciocinando em termos do sistema capitalista em que estamos inseridos, no qual a uma despesa deve corresponder um proveito ou uma receita.
A Constituição Portuguesa garante pelo Artigo 43º, a liberdade de aprender e diz no no 2, que o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
Ao procurarem a aprendizagem na Universidade, estes seniores normalmente não pretendem ter acesso a nenhum diploma, não precisam de uma ferramenta de trabalho, querem aprender pelo gosto e pelo prazer de aprender, pela necessidade de encontrarem respostas a algumas interrogações. E, porque não precisam do diploma, querem ter acesso à frequência das disciplinas (agora unidades de crédito) que lhes interessam, em condições de igualdade com os que compram o pacote completo de uma licenciatura. Até há pouco tempo, existia a facilidade da matrícula em disciplinas “avulsas”, como “cursos de extensão”, sem a obrigatoriedade da frequência de todas as
disciplinas de um ano curricular, mediante propinas equitativas. Presentemente, os ditos cursos de extensão, são considerados “bens de luxo”, sendo em consequência disso taxados pelo quadruplo, quando comparado com o preço das propinas do pacote inteiro de um ano letivo. Simplificando, a propina de cada unidade de crédito custa cerca de 90€ para quem se matricula no ano todo (cerca de 900 € por 10 unidades) e o mínimo de 360 € por cada uma, para aqueles que se consideram capazes de decidir o que precisam e querem estudar. Também as universidades seguem as regras de mercado e ... é o pague 3 e leve 10, ou à dúzia é mais barato ! Os seniores, maiores de 55 anos, gostariam de ver eliminada mais esta recente barreira à sua formação. Gostariam de poder matricular-se apenas nas matérias que pretendem, mas em igualdade de preço com os que se matriculam nos currículos completos.
Podem crer os senhores reitores que todos vão beneficiar com esta medida. Usando a terminologia de mercado, a fim de conseguir um entendimento mais rápido para este problema, poderá afirmar-se, que esta abertura das universidades constituirá uma excelente prática de gestão. Além dos já referidos benefícios do próprio e do país, proporcionará às universidades um maior aproveitamento dos recursos investidos, nos cursos e nas universidades que não conseguem esgotar a capacidade instalada.
Resultará claro que, ao defender este direito para os seniores, não se pretende disputar lugares com os mais novos, necessitados de um diploma para ingressarem no mercado de trabalho. Antes, aproveitar aulas que já estão a ser ministradas, quantas vezes para menos de uma dúzia de alunos (matrículas são uma coisa e frequência às aulas é outra bem diferente) nas quais mais alunos não representarão qualquer encargo extraordinário e, pelo contrário, permitirão a vantagem de um saudável convívio intergeracional e o estímulo dos mais novos, pelo exemplo do elevado interesse pelo estudo, característico dos mais velhos.

domingo, 30 de agosto de 2015

European Cinema for Active Ageing

Prof. Israel Doron at 2.20 dicusses the need of a new UN convention on older prople's rights, social justice and social injustice. Ageism will not just go away. It has to be combaited through universal and international legal instruments.Older people have the right to use their competencies. We all have the right to socio-economic justioce, cultural justice, symbolic justice.
A CINAGE film will be presented at Bled Strategic Forum as introduction to the Panel on developement and ageing, illustrating older people's concerns, abilities and rights...The right to education!
http://webtv.un.org/…/5th-meeting-open-ended…/2606704833001…

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Gente aposentada de ser gente


Que estou em campanha por um sms, diz um amigo meu, e é que estou. Um sms para o projeto 28 do Orçamento Participativo da C.M. da Covilhã. 
E porque é que estou?
  • Vou somando anos na minha vida e TEMO os futuros, se os tiver. Quem irá tomar conta de nós ? É o grito que devia ecoar por todos os cantos do mundo, saído da boca de todos os séniores e dos que esperam lá chegar.
  • O meu coração aperta-se quando vejo alguém tirar a dignidade a outro ser humano e ...deixa-se muito pouca dignidade aos velhinhos ! Sei desde ontem porquê - andam a vender almas no eBay, seguramente são as que roubam aos velhinhos.
A palavra de Vergilio Ferreira explica melhor como se tira a alma e por isso aqui vai um bocadinho:
  • "...Sentavam-se em cadeiras baixas, cadeiras de rodas, estavam todos muito sossegados, metidos para dentro - que pensais? ....Era tudo gente aposentada de ser gente, vivia numa zona intermédia de uma cor de morte mas por empréstimo. E havia ainda um cheiro mole que eu sentia, antes de ser também dele e já não sentir. .... Curvados amarelos estropiados, o ar taralhoco, podres, esqueléticos, mas não te comovas muito, as caveiras com pressa de serem visiveis, não se mexem, estão quietos na sua invalidez, têm mantas sobre a ossaria dos joelhos, os olhos mortais nas peles encarquilhadas caídos para o chão, que é o chão do seu destino, querida, têm a cor defunta do azeite das lamparinas da igreja." 
  • in Em Nome da Terra.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Com sorte todos vamos ser idosos. Queremos ser descartáveis?

Como chegámos aqui?
Primeiro foi o acabar com as manifestações de amor: o cumprimento, o beijo, o abraço, sim o abraço,  que bom que é um abraço e que raro e estranho ele é. Mesmo coisa de gente doutra época, de retardados.
Depois foi o acabar com os sentimentos: não sofras porque não estão juntos, deixa cada um fazer a sua vida, nunca, nunca se intrometer. As visitas escasseiam, o trabalho é muito, o tempo não chega, as pessoas separam-se e ...é natural que este idoso do filme não reconheça (ou não queira reconhecer) o filho. Para ele o filho não pode ser este estranho que vai ali uma ou duas vezes por ano, com os minutos contados, ansioso por se ir embora. Claro que não, este não é filho, nem o idoso é sequer o seu próximo.
A seguir reprimimos as lágrimas pela morte dos nossos pais, filhos, entes queridos. Chorar é não saber comportar-se. Mas das carpideiras aos funerais rápidos das agências funerárias chegámos em meio século. Agora a produtividade também chegou às agências funerárias. Afinal um morto é um morto, para que serve?

E pensar que há tanta gente que adora o seu animal de casa e que o trata do mesmo modo que deveria tratar os seus filhos ou idosos.


      https://www.youtube.com/watch?v=S09zpRXm1U8

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pensionistas reformados - matem-se todos!

As pensões dos trabalhadores portugueses, com as raras excepções das dos políticos e dos que souberam vigarizar o sistema, foram sempre pequenas relativamente aos quarenta e tantos anos de descontos elevados, 24,5+11% = 35,5%, que deveriam ter sido postos a render, como se de um seguro se tratasse, um seguro feito com a entidade mais séria de um país - o seu Estado. 
Para a maior parte dos portugueses que confiaram no sistema, a reforma consistiu na sua exclusão social. O valor da reforma acabava por ser pouco mais  de metade do último ordenado, o que obrigava a que o orçamento mensal fosse refeito várias vezes, até se encaixar no rendimento diminuído e  que ao longo destes 3 anos perdeu cerca de 8% do seu poder de compra, por falta de actualização face à inflação.
Mas hoje, 15 de Outubro de 2012, o governo desta nossa infeliz nação, pretende que os cidadãos reformados, que deram o melhor das suas capacidades de trabalho ao país, que nem têm sindicatos a defendê-los porque já não estão no activo, reduzam em 2013 o seu orçamento para metade. Contas feitas é disto que se trata, de passar a metade. Mas como fazê-lo? Como reduzir um orçamento, já escasso, para metade, se sobe a renda da casa ou IMI, os custos da electricidade, da água, do gás, dos transportes? 
As pessoas têm compromissos, assumidos na base do contrato que fizeram com o Estado. Se o Estado não cumpre, como podem eles continuar a cumprir? Não podem. Por muito que se esforcem não conseguem passar a governar-se com metade. 
E pior ainda, os reformados, nem sequer estão já em idade de emigrar, apenas estão em idade de se arrependerem de não terem emigrado e estabelecido a sua vida noutro país!
Seguramente que o Governo percebe que está a tentar reduzir à miséria, o povo que o elegeu. E esse povo terá tanto medo que vai baixar a cabeça e aceitar a canga que de novo lhe querem pôr?
Pobre Portugal! Pobres portugueses! Nunca se conseguiram unir para se governarem com justiça! Sempre dependentes dos outros, dos estrangeiros, ingleses, franceses, espanhóis, holandeses ...
Justificámos isso pelo analfabetismo da população, mas o povo que hoje se manifesta e sai à rua, não tem qualquer semelhança com o povo que o fez no 25 de Abril de 1974. Grande parte dele, andou na escola e mesmo aquele que apenas andou pelas "novas oportunidades", tem telemóvel, computador, cartão de crédito e de débito. 
Com estas medidas não vai poder haver lugar à solidariedade para que se possa matar a fome e continuar a acudir aos desempregados. Todos na miséria não nos podemos ajudar. 
Acordemos. Hoje. Enquanto é tempo.  



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

terça-feira, 1 de setembro de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

Lar de Idosos em Belmonte

"Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele « nós-todos », formado por indivíduos, famílias e grupos intermédios que se unem em comunidade social." Bento XVI - Carta Encíclica Caritas in Veritate

Levei hoje ao Lar de Belmonte,uma Senhora com 94 anos, toda curvadinha ,mas bonita e corajosa para se atrever a fazer a viagem para ir visitar uma prima direita, criadas como se irmãs fossem, e que ali está recolhida.

Hoje dia 2 de Agosto, pleno Verão do ano 2009.

Chegámos a Belmonte pelas 16h30 com o calor próprio da hora e da data. Procurámos onde era o Lar e lá chegámos. Descemos a rampa ajudada a Senhora pelo meu braço e pela sua bengalinha. Já eram então 17h30. Depois de alguns minutos de troca de palavras com as pessoas que ali se encontravam, na maioria idosos, fomo-nos apercebendo que a hora da visita já tinha terminado. Pedi então a uma funcionária que permitissem que a Senhora saudasse a sua prima, que lhe fosse permitido "ao menos dar-lhe um beijo" como ela pedia. Lá me informou que a Senhora internada tinha ido para a cama às 17h00 (de uma clara tarde de Verão) e que ia chamar um enfermeiro, que estava ocupado e viria dentro de um bocadinho. Deixei a Senhora sentada na entrada e fui visitar o Museu. Voltei passado meia hora. A visita não tinha sido autorizada. Insisti. Com aquela força que nos dá a caridade - palavra estafada e à qual Bento XVI pretende restituir os eu verdadeiro significado, o amor, o amor pelo outro, amor que é justiça.

"Nada, não há excepções"- não interessa a idade da visitante, nem a dificuldade em se deslocar ,cumpre-se o regulamento. Um Regulamento feito em nome das Pessoas, contra elas ! Um Regulamento que não admite excepções! Um Regulamento de um "LAR", ou de uma "PENITENCIÁRIA" ?

-"Ao que chegamos", dizia a Senhora quando infinitamente triste e com a boca amarga se retirava da Instituição. Deveria dizer antes " onde ainda estamos no tratamento dos idosos"!!! Será difícil imaginar a importância que tem ver um familiar ou um amigo quando se tem 94 anos?

É em defesa do Bem-Comum que denuncio a situação. Estavam comigo duas amigas que ficaram igualmente chocadas. E lá pensámos todas, o que vai ser de nós, se chegarmos a necessitar de um internamento numa tal instituição. Eu acho que preferirei a berma da estrada, pelo menos toda a gente me verá e sempre pode passar um bom samaritano.

Os utentes deste como dos outros lares vivem aterrorizados de medo. Com os seus familiares passa-se exactamente o mesmo - dependem da boa vontade de quem ali manda, não vão as represálias fazer-se sentir sobre o seu idoso ou não lhe entre o mesmo pela porta da sua casa adentro. Foi assim que se permitiu que Hitler dominasse. Cada um tinha medo e pensava que talvez as coisas ficassem pelos outros desde que colaborassem.

Senhor Provedor daquela Santa Casa da Misericórdia - saberá o que quer dizer Misericórdia? O senhor quer submeter-se a este Regulamento quando for velho e sem ninguém para lhe valer?

Enquanto não vemos que "o outro" "sou eu", só enxergamos o nosso umbigo. E queremos ordem e em nome da ordem deixamos de ser Homens. Deixo-lhe a si a escolha daquilo em que nos transformamos.

domingo, 3 de maio de 2009

Café Filosófico

Cabeça Vazia é Oficina do Diabo

sábado, 4 de abril de 2009

Os Seniores e a Universidade

Paralelamente ao ensino ministrado nas Universidades Seniores e quiçá até estimulados pelo seu exemplo ou pela sua prática, alguns seniores, possuidores de uma licenciatura universitária ou de habilitações necessárias para o ingresso numa Universidade, querem voltar a estudar nas Universidades Públicas. Aos seniores assiste o direito ao desenvolvimento da personalidade, da capacidade civil e da cidadania que, a vida ocupada que tiveram, não lhes deu oportunidade de adquirir na medida do seu desejo.
A Constituição Portuguesa assegura no seu Artº 13º que, todos os cidadãos são iguais perante a lei e garante pelo Artigo 43º a liberdade de aprender dizendo no nº 2, que o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
Ao procurarem a aprendizagem na Universidade, estes seniores normalmente não pretendem ter acesso a nenhum diploma, não precisam de uma ferramenta de trabalho, querem aprender pelo gosto e pelo prazer de aprender, pela necessidade de encontrarem respostas a algumas interrogações. E, porque não precisam do diploma, querem ter acesso à frequência das disciplinas (agora unidades curriculares )que lhes interessam, em condições de igualdade com os que compram o pacote completo de um ano de uma licenciatura. Até há pouco tempo, existia a facilidade da matrícula em disciplinas “avulsas”, como “cursos de extensão”, sem a obrigatoriedade da frequência de todas as disciplinas de um ano curricular, mediante propinas equitativas. Presentemente, os ditos cursos de extensão, são considerados “bens de luxo” sendo, em consequência disso, taxados pelo quadruplo quando comparado com o preço normal das propinas. Assim, enquanto que a propina de cada unidade curricular custa cerca de 90 € para quem se matricula no ano todo (cerca de 900 € por 10 unidades), custará o mínimo de 360 € cada para aqueles que se consideram capazes de decidir o que precisam e querem estudar. Também as universidades seguem as regras de mercado e ... é o pague 3 e leve 10 ou à dúzia é mais barato!
Os seniores, maiores de 55 anos, gostariam de ver eliminada mais esta recente barreira à sua formação. Gostariam de poder matricular-se apenas nas matérias que pretendem, mas em igualdade de preço com os que se matriculam nos currículos completos.
Podem crer Senhores Reitores, todos vão beneficiar com esta medida. Usando terminologia de gestão que parece obrigatória mesmo no que diz respeito à cultura, poderá afirmar-se que esta abertura das universidades constituirá uma excelente medida prática que proporcionará às universidades um maior aproveitamento dos recursos investidos, nos cursos e nas universidades que não conseguem esgotar a capacidade instalada.
Na realidade existem hoje muitas vagas nas Universidades, vagas que possivelmente a actual crise financeira aumentará ainda mais. Resultará claro que, ao defender este direito para os seniores, não se pretende disputar lugares com os mais novos, necessitados de um diploma para ingressarem no mercado de trabalho, mas aproveitar aulas que já estão a ser ministradas, quantas vezes para menos de uma dúzia de alunos (matrículas são uma coisa e frequência às aulas é outra bem diferente) nas quais mais alunos não representarão qualquer encargo extraordinário e, pelo contrário, permitirão a vantagem de um saudável convívio inter-geracional e o estímulo dos mais novos, pelo exemplo do elevado interesse pelo estudo característico dos mais velhos.
Qualquer país tem tanto mais possibilidades de se desenvolver quanto mais cidadãos activos e informados possuir. Consequentemente, este desejo de alguns seniores, não pode ser encarado como um luxo pessoal, mesmo raciocinando em termos do sistema capitalista em que estamos inseridos, no qual a uma despesa deve corresponder um proveito.

domingo, 8 de março de 2009

Cuidar dos Idosos

No dia de hoje, dia Internacional da Mulher, a propósito da ainda vigente dominação masculina, deixo aqui uma pergunta:
- Cuidar dos idosos em casa, coisa aparentemente tão apreciada socialmente, é tarefa das mulheres da família?
É que das crianças, dos filhos, já começou a tornar-se vergonha, ao menos em tarefas mais divertidas, como levar à escola ou acompanhar nos deveres, que o homem não as partilhe, mas quanto aos idosos nem uma linha se escreve. Será que só os jornalistas homens escrevem sobre o assunto, apontando o dedo para mais uma obrigação inerente à mulher? Ou será que as mulheres assumem como sendo da sua responsabilidade coisas demais?


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

huó dào lǎo, xué dào lǎo

Aprendizagem ao longo da vida significa também ter a coragem de aprender chinês "after sixty". Eu não tenho, mas há quem tenha,quem tenha partilhado isto comigo e disso aqui vou deixar o meu testemunho de pastora, que tem notícias de outras gentes e de outros sítios.

huó dào lǎo, xué dào lǎo

à letra: viver para chegar a velho, aprender para chegar a sábio

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O estranho caso de Benjamin Button



O filme começa e termina numa "maison de retraite" onde Benjamim é acolhido. Pouca diferença entre os cuidados de que precisa um recém nascido e um idoso. A primeira infância e a grande velhice têm muito em comum, nas capacidades físicas e psíquicas de corpos que diferem no aspecto físico. Talvez fosse melhor se, como no filme, fizéssemos o percurso ao contrário, terminando como bébés rechonchudos.

Quanto nos custa aceitar que, se duramos mais, acabaremos de fraldas, como é claramente dito no filme.
Quanto precisamos de pensar e de trabalhar na "maison de retraite" que sonhamos ou,...a que em vez de sonho chamamos pesadelo?

Aceitar o ciclo da vida significa preparar. Continuar a preparar após a reforma. Preparar o envelhecimento infalível, preparar o sítio onde
hoje nos parece que gostaríamos de terminar. De preferência embalados, como Benjamin Button !
Mas para isso é preciso planear.

Vejam o filme meus contemporâneos e ... vamos lá dar as mãos.

Envelhecer


Simonne de Beauvoir morreu há mais de 20 anos. A questão da velhice é mais do que nunca actual.