Este é o passeio dos filósofos na Covilhã. Vem estudar aqui Filosofia !
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
As chaminés da Covilhã
sábado, 6 de setembro de 2008
Maus Tratos na Velhice

Ensinar a Envelhecer
Acabei de ler um artigo acerca da violência exercida sobre os idosos o qual motivou esta reflexão,que procurei que não fosse enviesada ou unilateral. Dela vos dou conta.
Tratam-se mal as pessoas e, tanto pior, quanto menos autonomia tiverem, daí as maiores vítimas serem as crianças, as mulheres e os idosos. É um facto que na nossa sociedade existe muita violência e que em muitos lares se tratam mal os idosos como noutros contextos se tratam mal as crianças e as mulheres.Os profissionais dos lares estão muito longe de terem a preparação adequada às suas ocupações. O próprio lar, com a sua obrigatoriedade de horários e modos de viver, representam uma ressocialização numa idade em que tal é inadmissível e impossível de aceitar,o que já constitui uma agressividade e prepara um clima de resposta violenta. Por isso não admira ouvir dizer a uma interna de um lar, ainda lúcida, ao regressar depois de um dia passado em família, “lá vou eu para o Tarrafal”. De facto, na nossa sociedade, já não existe outra forma de viver comunitária, obrigatória e arregimentada, senão a dos lares e das prisões. Portanto, a comparação que choca os filhos ou os netos, é muito correcta. Este é um dos motivos porque defendo os aldeamentos com pequenos apartamentos independentes e auxílio doméstico disponível, por forma a manter, “as long as possible”, a autonomia dos residentes.
Acabei de ler um artigo acerca da violência exercida sobre os idosos o qual motivou esta reflexão,que procurei que não fosse enviesada ou unilateral. Dela vos dou conta.
Tratam-se mal as pessoas e, tanto pior, quanto menos autonomia tiverem, daí as maiores vítimas serem as crianças, as mulheres e os idosos. É um facto que na nossa sociedade existe muita violência e que em muitos lares se tratam mal os idosos como noutros contextos se tratam mal as crianças e as mulheres.Os profissionais dos lares estão muito longe de terem a preparação adequada às suas ocupações. O próprio lar, com a sua obrigatoriedade de horários e modos de viver, representam uma ressocialização numa idade em que tal é inadmissível e impossível de aceitar,o que já constitui uma agressividade e prepara um clima de resposta violenta. Por isso não admira ouvir dizer a uma interna de um lar, ainda lúcida, ao regressar depois de um dia passado em família, “lá vou eu para o Tarrafal”. De facto, na nossa sociedade, já não existe outra forma de viver comunitária, obrigatória e arregimentada, senão a dos lares e das prisões. Portanto, a comparação que choca os filhos ou os netos, é muito correcta. Este é um dos motivos porque defendo os aldeamentos com pequenos apartamentos independentes e auxílio doméstico disponível, por forma a manter, “as long as possible”, a autonomia dos residentes.
Mas, a moeda também tem a outra face. A nossa sociedade, continua a cultivar o mito da juventude. Ninguém aprende a ser velho e ninguém ensina as pessoas a envelhecer com dignidade. Também existem por aí muitos idosos que destroçam os filhos, os parentes ou empregados que os tratam, com uma violência psicológica, que por vezes é pior do que a física e não são tão poucos esses casos.
Aristóteles tem um pequeno texto que vou transcrever, muito cruel, mas que frequentemente verificamos ser muito verdadeiro. Ao fazê-lo, apelo a que seja ensinado a envelhecer docemente, a manter a autonomia e cidadania até o mais tarde possível, mas preparando as pessoas para se não transformarem em tiranos egoístas, porque o outro ou outros, não são culpados da velhice e nada podem fazer para o impedir. Logo chegará o seu tempo de envelhecer também, por isso não vale a pena invejá-los. Ensinamos as crianças a tornarem-se adultos, devemos ensinar os adultos a envelhecer sem revolta, nãoa fingirem que não envelhecem. Sugiro mesmo que esta deveria ser a disciplina obrigatória em todas as universidades da terceira idade.
Aristóteles tem um pequeno texto que vou transcrever, muito cruel, mas que frequentemente verificamos ser muito verdadeiro. Ao fazê-lo, apelo a que seja ensinado a envelhecer docemente, a manter a autonomia e cidadania até o mais tarde possível, mas preparando as pessoas para se não transformarem em tiranos egoístas, porque o outro ou outros, não são culpados da velhice e nada podem fazer para o impedir. Logo chegará o seu tempo de envelhecer também, por isso não vale a pena invejá-los. Ensinamos as crianças a tornarem-se adultos, devemos ensinar os adultos a envelhecer sem revolta, nãoa fingirem que não envelhecem. Sugiro mesmo que esta deveria ser a disciplina obrigatória em todas as universidades da terceira idade.
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13 – O Carácter do Idoso
Tal é pois, o carácter dos jovens. Os idosos, pelo contrário, e os que já passaram a flor da idade, possuem caracteres que, na sua maior parte, são pouco mais ou menos os opostos daqueles. O facto de terem vivido muitos anos, de terem sido enganados e cometido faltas em diversas ocasiões, e, ainda porque, por via de regra, aquilo que fazem é insignificante, em tudo avançam com cautela e em tudo dizem menos do que convém. ...Também têm mau carácter pois ter mau carácter consiste em supor sempre o pior em tudo. Além disso são suspicazes devido à sua desconfiança, e desconfiados devido à sua experiência. ... E são de espírito mesquinho por terem sido maltratados pela vida; por isso, não aspiram a nada de grande, nem de extraordinário, só ao que é indispensável à vida. Também são mesquinhos, porque os bens são indispensáveis à vida, mas, ao mesmo tempo, sabem por experiência como é difícil adquiri-los e fácil perdê-los. São cobardes propensos a recear tudo, pois as suas disposições são contrárias às dos jovens. ... Vivem mais virados para o útil do que para o belo, razão pela qual são egoístas; é que o útil é um bem só para nós mesmos, ao passo que o belo é um bem absoluto. Os velhos são mais impúdicos do que púdicos; e porque não têm na mesma consideração o belo e o conveniente, não fazem grande caso da opinião pública. São pessimistas em razão da sua experiência (já que a maior parte das coisas que acontecem são más: com efeito, a maior parte das vezes as coisas tendem para pior), mas também devido à sua cobardia...
Os acessos de cólera são agudos, mas frágeis; e quanto aos seus desejos, uns já os abandonaram, outros são fracos; por conseguinte nem são propensos aos desejos, nem procuram satisfazê-los, mas agem segundo o seu interesse. Esta é a razão pela qual os que atingem a velhice parecem moderados: é que os seus desejos afrouxam e são escravos do seu proveito...Se cometem injustiças é por malícia, não por insolência. Os idosos também são compassivos, mas não pelas mesmas razões que os jovens: estes são compassivos por humanidade, aqueles por fraqueza; com efeito, em tudo vêem um mal que os ameaça, facto que como vimos os inclina à compaixão.(Par.8)Por isso, andam sempre a queixar-se, não gostam de brincadeiras, nem de rir: é que gostar de se lamentar é o contrário de gostar de rir.
Tais são, pois, os caracteres dos jovens e dos velhos. Por conseguinte, como todos aceitamos favoravelmente discursos que são conformes ao carácter de cada um e dos que nos são semelhantes, não é difícil descortinar como é que as pessoas se podem servir destes discursos para, tanto nós, como as nossas palavras, assumirem tal aparência
ARISTOTELES, 2005, RETORICA , Volume VIII, Tomo I, Imprensa Nacional Casa da Moeda
Há muito trabalho a fazer no sentido de preparar e prevenir esta “Vaga Gris” que se avizinha. Ele não pode incidir apenas numa das frentes desta vasta problemática dos idosos.
Pastora
segunda-feira, 28 de julho de 2008
A importancia da foto tipo passe
Um amigo meu, italiano a residir há muito em Portugal e um profissional de fotografia, mandou-me hoje, por um daqueles acasos a que chamamos coincidências, um e-mail onde além dos seus últimos trabalhos vinha também a publicidade a um seu workshop de 7 horas, para retrato em estúdio, destinado a amadores com experiência e a profissionais.
Abri o e-mail em casa, acabada de regressar de uma ida a um fotógrafo, justamente para tirar uma foto tipo passe, destinada à renovação da carta de condução e outros documentos.
A forma de sentar a pessoa no banco, de lhe moldar a posição, endireitar as costas mas não demasiado, rodar a cabeça com as duas mãos e pedir a seguir um sorriso, em nada difere da do fotógrafo que, nos meus 7 anos, me fez uma foto tipo passe, destinada à matrícula na Escola e me conseguiu apanhar com os olhos tortos! Imaginem o meu desgosto quando fui buscar as fotos e vi aquela cara! Lá fui de novo ao fotógrafo, mandada pela minha Mãe, para repetir a foto porque eu não era vesga.
Aqueles trejeitos rápidos a que nos submetem, como se fossemos marionetas, dão como resultado, senão os olhos tortos de antigamente, pelo menos um esgar de quem parece que vai chorar. E foi isto que sucedeu hoje e por isso, lá irei de novo amanhã, tentar a sorte noutro fotógrafo, a ver se o documento que me vai acompanhar para o resto da vida, mostra a minha cara normal.
Quando vi o anúncio do meu amigo, respondi-lhe imediatamente que o considerava da maior actualidade visto a experiência por que acabava de passar. São bem empregues os 125 € do workshop, tanto mais que quem nos tira o retrato nem sequer é profissional e bem precisa de um pequeno curso por se tratar de um trabalho que, ao contrário do que parece, é mesmo importante pois nos acompanhará por muitos anos e até corre o risco de ser a foto que o jornal publica quando somos notícia.
Abri o e-mail em casa, acabada de regressar de uma ida a um fotógrafo, justamente para tirar uma foto tipo passe, destinada à renovação da carta de condução e outros documentos.
A forma de sentar a pessoa no banco, de lhe moldar a posição, endireitar as costas mas não demasiado, rodar a cabeça com as duas mãos e pedir a seguir um sorriso, em nada difere da do fotógrafo que, nos meus 7 anos, me fez uma foto tipo passe, destinada à matrícula na Escola e me conseguiu apanhar com os olhos tortos! Imaginem o meu desgosto quando fui buscar as fotos e vi aquela cara! Lá fui de novo ao fotógrafo, mandada pela minha Mãe, para repetir a foto porque eu não era vesga.
Aqueles trejeitos rápidos a que nos submetem, como se fossemos marionetas, dão como resultado, senão os olhos tortos de antigamente, pelo menos um esgar de quem parece que vai chorar. E foi isto que sucedeu hoje e por isso, lá irei de novo amanhã, tentar a sorte noutro fotógrafo, a ver se o documento que me vai acompanhar para o resto da vida, mostra a minha cara normal.
Quando vi o anúncio do meu amigo, respondi-lhe imediatamente que o considerava da maior actualidade visto a experiência por que acabava de passar. São bem empregues os 125 € do workshop, tanto mais que quem nos tira o retrato nem sequer é profissional e bem precisa de um pequeno curso por se tratar de um trabalho que, ao contrário do que parece, é mesmo importante pois nos acompanhará por muitos anos e até corre o risco de ser a foto que o jornal publica quando somos notícia.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
e Portugal como vai ?
Social Situation Report 2007 – Social cohesion through equal opportunities © Commission européenne
The Social Situation Report (SSR) is the Commission's main tool for monitoring developments in the social field across the EU Member States. The focus of the latest report is mainly on equal opportunities. The Report shows that income in EU Member States is more evenly distributed than in the US. The results show that Portugal, Latvia and Lithuania surpass the US. The most equal income distributions can be found in the Nordic countries, notably Sweden and Denmark. Portugal has the most unequal distribution. The analysis shows that those countries with a higher GDP also tend to be more egalitarian. It implies that promoting equal opportunities makes it possible to boost growth by mobilising resources that were previously blocked by discrimination and social exclusion. Thus higher education levels are of course associated with higher incomes and a much reduced risk of unemployment. As the new Member States catch up in terms of economic performance, rising incomes should result in a speedy reduction in the number of people with very low incomes. The speed with which this happens will reflect how successful the process EU's cohesion, national, economic and social policies are.
The Social Situation Report (SSR) is the Commission's main tool for monitoring developments in the social field across the EU Member States. The focus of the latest report is mainly on equal opportunities. The Report shows that income in EU Member States is more evenly distributed than in the US. The results show that Portugal, Latvia and Lithuania surpass the US. The most equal income distributions can be found in the Nordic countries, notably Sweden and Denmark. Portugal has the most unequal distribution. The analysis shows that those countries with a higher GDP also tend to be more egalitarian. It implies that promoting equal opportunities makes it possible to boost growth by mobilising resources that were previously blocked by discrimination and social exclusion. Thus higher education levels are of course associated with higher incomes and a much reduced risk of unemployment. As the new Member States catch up in terms of economic performance, rising incomes should result in a speedy reduction in the number of people with very low incomes. The speed with which this happens will reflect how successful the process EU's cohesion, national, economic and social policies are.
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